segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ruminando meus remorsos, no desânimo que devora minha alma.



Ele batia em minha porta, antes mesmo do dia nascer, entrou, insistiu para ficar, não pode negar seu pedido, ele foi tão convivente...

Era uma manhã de sol radiante, os pássaros a festejar nas arvores do quintal, a claridade iluminava meu quarto a me desejar um bom dia, tudo transpirava paz e serenidade, e eu despertava, já cansada, entediada, aleia a tudo ao meu redor.

Aquela moleza em meu corpo, como a sugar toda a minha energia, me sentia fraca, sem forças, sem coragem, sem animo, tudo doía. Minha alma, estava moída, a implorar descanso sem fim, eterno, a fadiga no pensamento me atormentava, os pensamentos estavam lentos, preguiçosos, cheios de banalidades, que se esmoíam, embora não fosse, nada realmente substancial, que mereça ser mencionado, porem portador de um veneno letal, que eu não consegui prever.

Eu me via em um eterno replay, roendo, comendo, ruminando, comendo, vomitando e tudo se iniciando novamente, cada vez mais azedo e amargo, a debilitar todo o meu ser, eu estava presa em meus próprios remorsos, em uma espessa prostração, me envenenando com o fel da minha consciência.

Eu estava acordada em meu próprio pesadelo, não conseguia dormir, mais não aguentava ficar acordada, meus olhos pesavam, dormir espreguiçar, pareciam ser a melhor coisa da vida, embora já estivesse deitada nada disso eu conseguia fazer, parecia que eu estava mergulhada em um oceano gelado, em um eterno torpor.

O que realmente me consume sem pena nem dor?
O que está a roer meu juízo, paralisando a minha alma?
Por que eu permiti o desanima, já conhecendo quem ele é?
Que remorso é esse que eu não paro de ruminar?
Por que eu insisto em comer meu próprio vomito no desespero de me martirizar pela salvação?
Como sai disso?
Como entrei eu sei, como sair não?

De repente me veio um pensamento, parecia mais uma constelação iluminada, lembrei-me: “Ainda não tomei café hoje”. Esse pensamento me chegou como o sol radiante depois de três dias de chuva, pulou um largo sorriso da minha boca, enchendo todo o meu ser de energias renovadoras, revigorando minha alma, eu respirava esperança, suspirava contentamento, o mundo ao meu redor eu já não o via como o mesmo, tudo parecia ter criado nova vida, tudo tinha brilho, tudo tinha uma razão de ser de existir, de repente eu me sentia renascida, me sentia forte, me sentia como uma rosa a desabrochar no orvalho da manhã, depois da sombria noite.

E ali estava eu, com novo olhar, novo ânimo, rindo a saltitar, na cozinha a fazer o meu café.

O CAFÉ, aqui, está no sentido figurado, podendo ser ou sendo, o que me tirou ou o que me tirará, das sobras da noite, o café representa o Sol, depois do diluvio de Noé.

Anna Lírios

***

Esse texto foi escrito em um momento de grande tristeza e desanimo, nada me alegrava, me sentia desfalecendo, sem forças, sem animo, sem vida. Tudo o que eu queria era que aquela situação mental na qual eu me via presa pudesse passar logo.

Aqui deixo uma alerta, CUIDADO COM O QUE VOCÊ PENSA, você pode acabar prisioneiro de seus próprios pensamentos.

As vezes as nossas grandes batalhas só nós mesmo vemos, porque elas se travam somente em nosso campo mental. 

Se podemos escolher o que pensamos, vamos ocupar nossa mente com bons pensamentos, e redobrar os cuidados para não alimentamos o que nos faz mal.

Anna Lírios


Fotos e texto: Anna Lírios 


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AnnaLírios

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